15 de Junho de 2021 - 13h:46

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Viver pede saída da recuperação judicial

Incorporadora destaca que entre 2018 e 2021 foram realizadas cinco tranches de capitalização que possibilitaram a quitação de 98% da dívida habilitada no processo

Por: Valor Ecônomico - O Globo

A Viver protocolou hoje junto ao juízo da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo o pedido de encerramento do processo. A empresa entrou em recuperação judicial em setembro de 2016 com um passivo de R$ 931 milhões e acabou sendo um aprendizado para todo o setor.

 

A primeira proposta incluía a consolidação em plano único de todas as 64 SPEs, inclusive as 16 com patrimônio afetado. O formato recebeu críticas, acabou não sendo aceito judicialmente e a companhia retirou os empreendimentos com afetação. O plano definitivo foi aprovado em novembro de 2017.

 

Em fato relevante divulgado ao mercado, a incorporadora destaca que entre 2018 e 2021 foram realizadas cinco tranches de capitalização. “Por meio dessa capitalização, a companhia sucedeu na quitação de 98% da dívida habilitada no processo de recuperação judicial”, informou.

 

Os valores remanescentes e os créditos líquidos, anteriores ao pedido de recuperação judicial, continuam sob os efeitos do plano, mesmo com o fim do processo.

 

Em entrevista ao Valor em abril, a direção da empresa disse que esperava o fim do processo de recuperação judicial para retomar os lançamentos, o que pode acontecer ainda neste ano.

 

O último projeto apresentado ao mercado foi em 2013, no valor de R$ 25,7 milhões. No ano que abriu o capital, em 2007 e ainda com o nome InPar, a incorporadora lançou R$ 1,52 bilhão. A atual fase será centrada na capital paulistas e em bairros como como Mooca, Vila Prudente, Butantã, Santana, Saúde e Praça da Árvore. A empresa não divulga metas de lançamento.

 

Em meio à recuperação judicial, no quarto trimestre de 2018 a Jive Asset Gestão de Recursos se tornou a maior acionista da incorporadora e trocou o comando da companhia. Hoje a Jive tem 47,7% da empresa, embora não seja controladora, e ocupa um dos cinco assentos do conselho de administração.

O fim do processo de recuperação judicial da Viver ocorre em um momento de forte retomada do setor de construção civil. Apesar das pressões de custos dos materiais, os números mostram crescimento de lançamentos e vendas.

 

Segundo levantamento do Valor, os lançamentos das incorporadoras de capital aberto entre janeiro e março cresceram 75% e somaram R$ 5,68 bilhões. As vendas líquidas no período aumentaram 34,3%, para R$ 6,7 bilhões.

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