29 de Abril de 2020 - 11h:34

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GRUPO FRANCIO ENTRA COM PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A saúde financeira dos negócios começou a piorar principalmente por conta da variação do preço do dólar

Por: ÍconePress Assessoria de Imprensa e Agência de Con

Com atuação diversificada no agronegócio em Mato Grosso, Acre e Amazonas, o Grupo Francio, com sede em Sorriso, entra com pedido de recuperação judicial para negociar um passivo de pouco mais de R$ 43 milhões. O pedido de Recuperação Judicial será analisado pela 1ª Vara Cível de Sorriso.

 

A saúde financeira dos negócios começou a piorar principalmente por conta da variação do preço do dólar oscilou mais de 30% ,nos últimos 18 meses, o que afetou a capacidade de pagamento do grupo. Além disso, a crise que atingiu o setor produtivo, e a tomada de empréstimos a juros elevados, contribuiu para piora das finanças da empresa.

 

A história do Grupo Francio em Mato Grosso começou no início dos anos 70, em Sorriso (distante 397 km de Cuiabá). Liderados por Alberto Luiz Francio e Claudino Francio, amigos produtores decidiram comprar enormes áreas de terra com o intuito de promover a colonização da região.

 

Em 1986, Luis Francio e sua família se mudaram para a criação do vilarejo de Boa Esperança, hoje distrito. Pouco tempo depois, já se cultivava uma área de 1.500 hectares. Foi então que ocorreu a expansão dos negócios para outros estados, no Acre para exploração da pecuária e madeireira e no Amazonas a pecuária.

 

Ao longo do tempo, as atividades se diversificaram em: agricultura, avicultura, pecuária bovina, madeireira, cerâmica e contabilidade. A gestão ficava por conta de familiares.

 

Em 2012 e 2013 a crise na atividade agrícola se agravou, e obrigou o grupo a buscar recursos fora dos bancos tradicionais brasileiros, com recursos em dólar e com alta taxa de juros. As dificuldades financeiras chegaram ao carro chefe, dos negócios da família, a agricultura. Hoje o grupo planta aproximadamente 3.000 hectares, no entanto, por conta de dívidas acumuladas, o grupo chega a dever mais de duas safras.

 

“É o reflexo do cenário que assola no setor produtivo do país e do Estado. Mesmo com a vasta experiência no agronegócio, nem mesmo os mais bem sucedidos estão alheios às intempéries do clima e da variação do cambial. Nesse cenário de crise aguda vivenciado por toda a classe produtora nacional a recuperação judicial se mostra uma medida salutar para reequilibrar as finanças, proteger os empregos, continuar gerando riquezas e manter a atividade produtiva”, relatou o advogado Euclides Ribeiro, da ERS Consultoria e Advocacia, responsável pelo processo de recuperação judicial.

 

O pedido de Recuperação Judicial será analisado pela 1ª Vara Cível de Sorriso.

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